Serra da Bodoquena

O Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado por decreto no ano de 2000, está localizado e abrange uma grande área da Serra da Bodoquena.

Município de Bonito e grande parte de suas atrações ecológicas  estão na Serra da Bodoquena em suas encostas leste e norte.

É ela a mais importante feição geomorfológica regional não só pela altitude que se eleva, dentro do quadro de planícies do Mato Grosso do Sul como por estender – se sem interrupção ao longo de mais de 220 km, desde o município de Miranda e seguindo pelos de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho.

Serra da Bodoquena

Região: Centro-Oeste;

Estado: Mato Grosso do Sul;

Municípios: Bonito, Bodoquena, Jardim e Porto Murtinho;

Bioma: Cerrado, Pantanal e Floresta Estacional;

Área: 76.400 ha;

Criação: Decreto (21/09/2000).

A maior largura da Serra da Bodoquena, na latitude da cidade de Bonito é da ordem de 40 km. Para quem chega nas cidades que bordejam a serra pelo seu lado leste, causa estranheza o fato de não se observar nenhuma serra. Isto se deve ao fato da Serra da Bodoquena se constituir num planalto, com escarpa voltada para o Pantanal. Esta apresenta 200 m ou mais de desnível e proporciona magnífica vista desta região alagada.

O Parque Nacional da Serra da Bodoquena esta dividido em duas partes: a parte Norte onde nasce e se desenvolve o Rio Salobra e a parte Sul, onde nasce e se desenvolve o Rio Perdido.

Esta Serra da Bodoquena se desenvolveu sobre rochas carbonáticas que tiveram origem entre 550 e 570 milhões de anos, no fim da era Pré – Cambriana. Formada a partir de intensa sedimentação carbonática depositada em antigo oceano por microorganismos, transformou – se na rocha calcária hoje existente e que os cientistas chamam de relevo carstico.

Este relevo é caracterizado por apresentar inúmeras cavernas, rios subterrâneos e dolinas sendo que, estas últimas, são cavernas que tiveram seu teto desabado. A presença do calcário, rocha sedimentar que apresenta minerais solúveis, principalmente a calcita, tem a capacidade de se dissolverem na água fazendo com que as mesmas permaneçam limpas pois o calcário, não apresenta impurezas como a argila as quais poderiam turvar as águas.

Nem mesmo em dias de chuva, a água turva. Um rio subterrâneo famoso é o Rio Perdido que nasce no Parque Nacional da Serra da Bodoquena e em muitos trechos desaparece nos dutos e condutos do subsolo calcário, ressurgindo mais á frente. Daí porque os guias de turismo da região utilizam muito o têrmo ressurgência.

O Rio Perdido corta boa parte do Parque Nacional da Serra da Bodoquena seguindo por propriedades de difícil acesso, via caminhadas de mais de duas horas a pé, até encontrar o rio e poder se refrescar nas águas esverdeadas e totalmente transparentes. O nome Rio Perdido, provavelmente se deve ao seu descobridor que o perdeu por ele percorrer alguns trechos por baixo da rocha, por cavidades naturais, depois ressurge em algum outro local. Este fenômeno fez com que muitas cavernas, grutas e abismos se formassem, representando a interatividade da água com as rochas.

O resultado são águas extraordinariamente cristalinas, de coloração verde ou azulada gerando grande beleza cênica, relevância ecológica e ambiente propício a recreação. Dada a sua forma , disposição e localização, a Serra da Bodoquena funciona como divisor de águas sendo essencial para recarga dos aquíferos, isto é, grandes reservatórios subterrâneos desta substancia que, sem a qual, nada sobrevive no planeta.

O Rio Salobra é o principal rio da área norte do Parque Nacional, nasce e segue na direção do Pantanal sul-mato-grossense – região do Pantanal denominada de Miranda, indo desaguar no Rio Miranda.

O Rio Perdido é o principal rio da área sul do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, nasce mas se desenvolve para outro ponto cardeal: sudoeste. O Rio Perdido deságua no Rio Apa – aquele das palavras cruzadas -que faz a fronteira do Brasil com o Paraguay. O Rio Apa deságua no Rio Paraguai. A área norte fica mais próxima da cidade de Bodoquena e a área sul mais próxima da cidade de Bonito.

A vegetação desta região é predominada por cerrados, com alto índice de biodiversidade e cujas fisionomias mais típicas são as chamadas matas secas ou floresta estacional decidual, associada as rochas calcárias. Estacional refere – se a relação com as estações do ano e decidual a característica de perda de folhas. As matas ciliares ou de galeria, serpenteiam acompanhando o curso dos rios e os protegendo. Funcionam como corredores para a migração da fauna e auxilia na dispersão de espécies vegetais.

A fauna, rica e expressiva, é composta por inúmeras espécies de aves tais como: harpia, urubu rei, araras, tucanos, mutuns, e etc…, de outros animais como tamanduás, tatus, suçuaranas, lobo guará, veados, raposinhas e um grande número de espécies de invertebrados. Numa área de 76.481 há, da Serra da Bodoquena, foi criado, pelo Governo Federal, em 21 de setembro de 2000, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena.

Serra da Bodoquena
Serra da Bodoquena
Serra da Bodoquena
Rio Salobra e Cachoeira Boca da Onça.
Rio Salobra e Cachoeira Boca da Onça.
Rio Perdido.
Rio Perdido.